Cada peça será batizada com o nome de uma tribo indígena brasileira e sempre haverá aqui um pouco sobre a semente utilizada no brinco e sobre a tribo, fazendo uma relação entre elas.
Pra começar, posto esse brinco solitário feito em macramê, com fio de algodão preto e semente de Jupati. Considero o mais belo que fiz até agora, adoro esse brinco.

SEMENTE DE JUPATI {Raphia taedigera} – Família Arecaceae
É encontrada na Região norte do Brasil, em especial no Estado do Pará, preferencialmente em áreas alagadas litorâneas, próximas de rios e sob a influência das marés.
Ocorre também na Ámerica Tropical, e pode ser encontrada ainda na costa nordeste de Madagascar (África) e nas ilhas do Japão. Da palmeira, são aproveitados a fibra, o caule e as sementes.
(Fonte: livro Sementes Ornamentais do Brasil)
TRIBO KURUAYA {outros nomes: Xipáia-Kuruáia, Kuruaia; região: Pará; língua: Munduruku}
A Terra Indígena Kuruaya, na margem direita do rio Curuá, subafluente da bacia do Xingu (segundo os mais velhos, o nome da tribo está relacionada ao rio Curuá), atualmente é constituída de uma aldeia e quatro agrupamentos familiares, mas os Kuruaya estão prevendo a construção de outra aldeia.
As famílias moram em casas individuais e os casamentos costumam se dar entre primos Kuruaya de primeiro ou segundo grau, entre primos Kuruaya e Xipaia de primeiro ou segundo grau, ou entre Kuruaya com não-indígenas.
A agricultura é uma das principais atividades e o cultivo da mandioca brava, para a produção da farinha, está ligado à produção do milho, fava, arroz, macaxeira, cará, batata-doce, inhame, abóbora. Algumas frutas também são cultivadas, como melancia, banana, cana de açúcar, mamão e abacaxi. O objetivo dos Kuruaya é de plantar também cacau e feijão, extrair óleo de copaíba e coletar sementes de toda espécie. A fase de preparo do solo broca, derruba, queima e coivara e a fase de plantação, manutenção e colheita são realizadas pelos homens; entretanto, mulheres e crianças também participam da capina, plantio e colheita. Nos meses de junho a novembro fazem a abertura das roças, iniciam o plantio, colhem as roças antigas, ficando para o inverno, que é o período de chuvas de dezembro a maio, o trabalho na colheita.
(Fonte: pib.socioambiental.org/pt/povo/kuruaya)
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