domingo, 6 de dezembro de 2009

Bracelete Bororo

Este bracelete (que também pode ser uma toronozeleira) foi criado recentemente e recebeu o nome da Tribo Bororo. Utilizei fio de algodão na cor preta e uma semente de Baru partida ao meio, na vertical.


SEMENTE BARU {Dipterys alata} – Família Fabaceae

O baru é nativo da vegetação do cerrado brasileiro e das faixas de transição da Mata Atlântica para o cerrado. Ocorre nos estados de Minas Gerais (Triângulo Mineiro), São Paulo (norte do estado), Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, e também na Bolívia, Paraguai e Peru.
Dentro do fruto há uma amêndoa comestível. O que se come do fruto, na verdade, é a semente do baru, uma amêndoa de grande valor nutritivo e gosto parecido com o amendoim.
A árvore, baruzeiro, nativa do cerrado, também conhecida como cumaru ou cumbaru, é uma planta de que se aproveita praticamente tudo. A madeira é melhor que outras, o óleo extraído da amêndoa é de excelente qualidade e costuma ser utilizado pela população local como aromatizante para o fumo e como anti-reumático.

TRIBO BORORO {outros nomes: Coxiponé, Araripoconé, Araés, Cuiabá, Coroados, Porrudos; Região: Mato Grosso; Língua: Bororo}

O território tradicional de ocupação Bororo atingia a Bolívia, a oeste; o centro sul de Goiás, ao leste; as margens da região dos formadores do Rio Xingu, ao norte; e, ao sul, chegava até as proximidades do Rio Miranda.
Boe Wadáru é o termo usado pelos Bororo para designar sua língua original.
Atualmente, a língua bororo é falada por quase toda a população, mas em todas as aldeias, a maioria da população fala português e bororo.No cotidiano, a língua falada é a nativa, acrescida de neologismos assimilados do português regional, o qual é acionado apenas nos contatos inter-étnicos.
Os Bororo reconhecem um ampla série de "zonas e sub zonas ecológicas" no seu ambiente de exploração, sendo que as principais são: Bokú (cerrados), Boe Éna Jaka (transição) e Itúra (mata). Cada zona ecológica está associada a plantas, solos e animais específicos, representando um sistema integrado desses elementos e o Homem.
O sistema econômico bororo caracteriza-se pela combinação das atividades de coleta, caça, pesca e agricultura. O processo de contato acarretou novas formas de relações sociais e econômicas, tais como a possibilidade de trabalho assalariado, a venda de mercadorias ("artesanato") e a aposentadoria. De todo modo, as atividades que os Bororo desenvolvem em seu território ainda estão profundamente marcadas pelo conhecimento da natureza, suas potencialidades e restrições. As mulheres são responsáveis pela coleta de mel, coco de diversos tipos, frutos do cerrado, ovos de pássaros e de tartarugas, enquanto os homens são responsáveis pela roça. A agricultura é desenvolvida pelas famílias mediante técnicas de "corte e queima", numa área média de ½ hectare, que é usada por três anos consecutivos e deixada em repouso por mais de seis anos. As séries típicas de cultivos são o milho, o arroz, a mandioca, o feijão, a abóbora e outros.
{fonte: http://pib.socioambiental.org/pt/povo/bororo}



Um comentário:

Constantine disse...

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